Archive for the ‘Arte’ Category

h1

Reciclagem / Papai Noel – Feitos com Rolinhos de papel Higiênico/ Recycling / Santa Claus – Made with Toilet Paper Rolls/ Reciclaje / Papá Noel – Hechos con Rollos de papel Higiénico

08/12/2017

titulo-artesanatoTítulo-Reciclagemboton–youtube

Papai Noel confeccionado com rolinhos de papel higiênico

Estamos aqui com mais uma utilização para os Rolinhos de Papel Higiênico. Desta vez transformaremos em lindas réplicas do papai Noel para que você possa usar em sua árvore de natal, guirlanda, enfeite de mesa, fixado nas suas caixas de presente ou da forma que preferir.

Para agilizar seu projeto estamos postando aqui os moldes em formato .pdf para que possa copiar e imprimir. Nele estão todos os elementos usados e o rostinho do Papai Noel em três (3) versões para sua escolha ou para variedade.

Materiais necessários para começarmos a trabalhar. Acho que tudo é fácil de achar

Parte dos acessórios da roupa do Papai Noel podem ser extraídos das folhas de revistas. A qualidade do papel é muito boa, é fino e aceita bem a colagem fazendo um acabamento super profissional. Procure anúncios cuja área chapada (só a cor, sem pedaços de imagens das fotos) seja da cor que você vai precisar. Veja a imagem abaixo

 

Começando pelo rolinho de papel higiênico. Escolha um em bom estado para ser recoberto pelo papel vermelho. Apesar da medida esta na folha fornecida, aconselho que você meça altura e a circunferência pois pode haver alterações pequenas entre um fornecedor e outro aí em sua região. depois de colado veja se nnao ficaram rebarbas da sobra de papel colado ao redor dos buracos do rolinho.

Assim que secar, vamos a próxima etapa. Aperte  com carinho o rolinho e como na imagem abaixo faça um ligeiro vinco em cada extremidade.

Os vincos servirão como referência para que as laterais sejam dobradas para dentro de forma que as duas laterais se encontrem no centro do rolinho. a curvatura acontecerá naturalmente quando a lateral for dobrada.

Terminada deverá ficar assim.

Feita esta parte, faremos o mesmo do outro lado do rolinho, observando que o vinco de referência para dobra deverá não deverá estar alinhado com o vinco anterior mas sim alinhado com o centro da curvatura do que já foi dobrado. Veja nas imagens.

 

Próxima etapa, escolher um dos lados e aproximar as pontas com alguma gentileza, arrumando e acertando para não ser um amassado e sim o gorro do Papai Noel. Antes de passar cola nas pontas e juntá-las coloque um pedaçinho de cordão de soutache (fio ou cordão para enfeitar roupas ou para envolver cartões de lembrancinhas), para que possa pendurar. Dê um nó, que deverá ficar para dentro, assim não ser notado, e agora sim, colar e para não ter de ficar segurando, use um pregador.

Espere secar e vamos continuar. Agora colocaremos o rosto do Papai Noel que poderá ser extraído da folha acima (molde) e pegue um lápis de cor vermelho e bem de leve Pinte o rostinho com riscos leves sempre no mesmo sentido, assim parecerá cor de rosa.

Posicione o rosto tendo como referência o fim da dobra. Ele pega quase toda a largura do rolinho nesse ponto amassado. Recorte o cinto preto (das folhas de anúncio, lembra?) e cole um pouquinho abaixo do fim da barba para a fivela do cinto não ficar por cima dela. O cinto tem tamanho para dar a volta na cintura toda (caso o seu rolinho não seja muito maior que o que eu usei).

Agora recorte a fivela (folha de anúncio com área amarela) e posicione no meio da barriga e do cinto. Use  ponta da barba como referência. E se já tiver estiverem recortadas as luvinhas (anúncio de revista com área verde) ja pode colar também observando que ficam um pouquinho em cima do cinto e com oa base delas ligeiramente viradas em direção do ombro. Que é de onde saem os braços.

Coladas as luvas tem aqueles retângulos pequenos branco que são os punhos brancos do traje do Papai Noel. Cole-os de forma a ficarem quase subindo na luva. Bem de leve. Te um pequeno círculo branco na folha de moldes que é o Pompom do gorro do Papai Noel.

Momento pintura. Dobre as pontinhas para fora do vincos de baixo, o suficiente ara parecerem pezinhos. Veja melhor na imagem finalizada, o quanto e para que lado se dobra.

Use um pincel ou caneta com tinta que não saia na mão e fa√a as botas por cima e por baixo. e veja na imagem que dois traços fazem os braços a cada lado.

         boton–youtube

Prontinho. Diferentes, alegres e baratinhos. Caso não tenha entendido algo acione este botão acima, que você  verá o filme deste projeto

 

 

Anúncios
h1

Artesanato / Arte / Xilografia / Art / Xylography

21/05/2007

titulo-artesanato.jpg titulo-artes.jpg

XILOGRAFIA / XILOGRAVURA

Este sistema é um dos mais antigos métodos de gravação e seu nome deriva do grego xylon (madeira) e grafos (gravar).
O processo xilográfico consiste em entalhar linhas sobre uma prancha de madeira, pensando que as partes visíveis serão as que estiverem em relevo e que as sem impressão serão as que estarão em baixo relevo.

Este tipo de impressão -conta a história- já se praticava no Oriente desde o século VII e era utilizado especialmente para a estampa de tecidos. Aparece na Europa muito tempo depois e os primeiros registros são do século XIV em estampas religiosas e calendários. Com a difusão do papel na Europa no século XV houve uma expansão da xilografia. A maior expressão da xilogravura tem destaque na Alemanha com a presença de Albert Dürer (1471-1528). Outro artista, no século XVII destacou-se na xilografia, Lucas Cranach e a partir do século XVII começa a substituição da base de madeira pela de metal.
Graças à precisão artística alcançada pela técnica, no século XIX foi muito utilizada para a ilustração de livros e de periódicos.

adurer-melancolia01.jpg Lucas Cranach-Werwolf

Vamos aos passos para a confecção de xilogravuras:

1- Escolha uma base de madeira uniforme para que a impressão seja homogênea; evite madeiras com defeitos ou nós. A madeira pode ser de qualquer espécie e no Brasil temos muita disponibilidade de madeiras com as características certas como a peroba rosa, a peroba do campo, o pequia marfim , a goiabeira, a canela etc…
A regra básica diz que em trabalhos muito detalhados usa-se madeira dura e em trabalhos com grandes áreas menos detalhadas podem ser usadas madeiras mais macias tipo cerejeira, cedro e pinho. Há a necessidade de se preparar a madeira com lixas cada vez mais finas para eliminar qualquer imperfeição e deixar a superfície como se tivesse sido polida. Aí estará pronta para receber o desenho e o entalhe.

2- Escolhido o desenho deve-se transferi-lo usando carbono ou pode-se desenhar diretamente na madeira. Escolha uma maneira de determinar o que será escavado e o que ficará; para isso pode-se usar tinta nanquim nas áreas que ficarão ou achurar (riscar leve e continuamente) com o lápis. Lembre-se, que o desenho ficará invertido; se for escrever algo, as letras deverão estar invertidas da mesma forma que um carimbo.

xilogravura-01.jpg

3- As ferramentas para o entalhe podem ser a goiva,

goivas-de-entalhe.jpg

o buril,

buril-pentalhe.jpg

formão e a faca. Com cada formato de ponta se obtém um resultado de acabamento e precisão diferentes, o que deve ser testado e experimentado em outro pedaço que não será usado para saber o que esperar de cada tipo.
Devem estar sempre bem afiadas e depois de usadas, ser armazenadas com muito cuidado.
Acidentes durante o entalhe são frequentes e para evitá-los faça você mesmo algum tipo apoio para evitar que a base se mova e escape da sua mão.
suporte.jpg suporfte_mesa.jpg

4- É hora de começar! Escolhidas as ferramentas, entalhe e retire da superfície o que não vai querer que saia na impressão. Lembre-se: a profundidade do entalhe está diretamente ligada à limpeza da área sem impressão; se não for tirado o suficiente, ao entintarmos a madeira corremos o risco de a tinta encostar na área determinada para não imprimir e surgir como impressão numa área não desejada. Com o tempo e a prática você poderá fazer experiências, como riscar  áreas que deveriam ser pretas chapadas e criar com isso, diferentes efeitos e texturas.xilogravura-01a.jpg
xilogravura-02.jpg

5- Original pronto, vamos à impressão. Sobre uma superfície lisa (vidro, granito etc…) coloque uma pequena quantidade de tinta e com o auxílio de um rolo (especial para entintar) espalhe a tinta até obter uma distribuição homogênea; isso é necessário para distribuir uniformemente a tinta no rolo. Passe em seguida o rolo sobre a matriz de madeira, preferencialmente no sentido da fibra e entinte uniformemente, sem pressionar.

xilogravura-03.jpg xilogravura-05.jpg

Rolo Entintar Xilografia

Em seguida, com toda a delicadeza pouse o papel para onde será transferida a tinta por sobre a matriz e munido de uma colher de pau esfregue o fundo da colher sobre o papel que está sobre a matriz em movimentos circulares e exercendo pressão suficiente.

xilogravura-06.jpg

Depois de perceber que toda área de impressão foi trabalhada, retire o papel puxando por uma das pontas, levantando lentamente.

xilogravura-07.jpg xilogravura-08.jpg xilogravura-09.jpg

Esta primeira prova é chamada de “Prova de Estado” ou “PE”. Após algumas PE a madeira já deve ter absorvido bem a tinta, proporcionando provas sem falhas e então é hora de fazer as cópias que poderão ser numeradas; caso pretenda fazer 50 copias dessa matriz, na primeira escreva a lápis em um canto de sua gravura 1/50 e assine sua obra, 2/50 e assinatura e assim por diante. Se for comercializá-las essa numeração será importante. Caso escolha algumas para você mesmo, (o que geralmente oscila entre 10% do total), essas provas serão chamadas de “Prova do Artista” ou “PA”, e deverão ter antes do número, a sigla PA.
Deixe secar muito bem antes de colocar uma cópia sobre a outra.
Parabéns.

Obs.: Existem outros materiais sobre a qual se podem fazer entalhes obtendo também boas impressões e são eles a madeira compensada e o linóleo. Outro material que surgiu recentemente e vem fazendo sucesso na indústria moveleira é o MDF que tem superfície bem lisa, e também muito boa para entalhar pois não tem direção de fibras.
Obs.: A colher de pau é uma adaptação dos nossos dias mas é o “Baren” a ferramenta correta para pressionar o papel contra a matriz de forma homogênea

baren-01.jpg

Muito importante em nossa cultura, a arte da Xilografia ou Xilogravura teve grande participação na arte de cordel. Estas obras se caracterizam por poesias populares que inicialmente se propagavam de forma oral e depois passaram a ser impressas. Como estes folhetins precisavam de capa, vários ilustradores surgiram para este fim. Um dos mais famosos artistas brasileiros é José Francisco Borges, que aos 29 anos começou a escrever poemas  e no seu primeiro utilizou-se de um ilustrador local para fazer a matriz de sua capa. Como não tinha dinheiro para contratar tais profissionais para suas poesias seguintes, começou a fazer suas próprias matrizes e ilustrações e não parou mais. Tendo feito mais de 200 ilustrações para lieraturas de cordel, sua arte aumentou de tamanho e dentro do tema vida nordestina confeccionou varias imagens que foram descobertas por marchands do Brasil e do mundo. J. Borges, como assina, já expos seus trabalhos várias vezes na Europa e Estados Unidos.

Sua obra tornou-se tão respeitada e conhecida no Brasil que até participou de aberturas de novelas como o grande sucesso “Roque Santeiro”. Ainda hoje novelas se inspram nesse visual quando o tema é o sertão do nordeste.


Dentre muitas obras de J. Borges está “A moça roubada”.

A Moça Roubada

Muito apreciada a xilogravura também serve de inspiração para materiais promocionais como os calendários abaixo.

   

Com relação aos materiais para sua confecção, indicamos principalente as tintas. Algumas marcas boas são a LUKAS, SAKURA, TALENS e a SPEEDBALL. Por se tratar de material importado, o custos das tintas especiais para xilogravura é alto e os tubos vêm em pouca quantidade. Para resolver este problema com uma solução local, procure uma gráfica perto e sua casa e peça ao proprietário um pouco de tinta de impressão offset que servirá da mesma forma e existem nas cores Preta, Azul (cyan), Magenta (um rosa escuro) e Amarela. A mistura destas dará uma gama de cores muito boa para se iniciar nesta arte tão fantástica. Segue aqui o link do site da Speedball na parte de materiais para xilografia em geral, que já podem ser encontrados em lojas de material artístico aqui no Brasil.             http://www.speedballart.com/our-products.php?cat=13

%d blogueiros gostam disto: